sábado, 30 de outubro de 2010

Estudo Errado - Gabriel Pensador

Estudo Errado - Gabriel O Pensador
Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
 inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada
Refrão
Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...
Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.





ESTUDO ERRADO- GABRIEL O PENSADOR NA VIVALDO COSTA LIMA - PELORINHO

sábado, 25 de setembro de 2010

Clipe Chico Buarque - Meu caro amigo.

Apesar de você - Chico Buarque

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A redemocratização

Na história do Brasil, dois processos ocorridos em períodos distintos recebem essa designação: o primeiro, culminado em 1945, com a deposição de Getúlio Vargas, dando fim a uma ditadura iniciada com o golpe de 1937; no segundo, após o período ditatorial iniciado com o Golpe de 1964, o processo de redemocratização teve início no governo do general João Baptista Figueiredo, com a anistia aos acusados ou condenados por crimes políticos, processo perturbado pela chamada linha dura.




Em dezembro de 1979, o governo modificou a legislação partidária e eleitoral e restabeleceu o pluripartidarismo. A Arena transformou-se no Partido Democrático Social PDS, e o MDB acrescentou a palavra partido à sigla, tornando-se o PMDB. Outras agremiações foram criadas, como o Partido dos Trabalhadores PT e o Partido Democrático Trabalhista PDT, de esquerda, o Partido Popular PP e o Partido Trabalhista Brasileiro PTB, de centro-direita. Alguns partidos, como o Partido Comunista do Brasil ainda permaneceram proibidos.



Com o agravamento da crise econômica, inflação e recessão, os partidos de oposição ao regime cresceram; da mesma forma fortaleceram-se os sindicatos e as entidades de classe.



Em 1984, o País mobilizou-se na campanha pelas "Diretas Já". A partir do governo Ernesto Geisel, entre 1974 e 1979, a crise econômica do país e as dificuldades do regime militar agravam-se. A alta do petróleo e das taxas de juros internacionais desequilibra o balanço brasileiro de pagamentos e eleva a inflação. Além disso, compromete o modelo de crescimento econômico, baseado em financiamentos externos. Apesar do encarecimento dos empréstimos e do crescimento acelerado da dívida externa, o governo não interrompe o ciclo de expansão econômica do começo dos anos 70 e mantém os programas oficiais e os incentivos aos projetos privados. Ainda assim, o desenvolvimento industrial é afetado e o desemprego aumenta.



Nesse quadro de dificuldades, o apoio da sociedade torna-se indispensável. Para consegui-lo, Geisel anuncia uma "distensão lenta, gradual e segura" do regime autoritário em direção à democracia. Entre 1980 e 1981, prisões de líderes sindicais da região do ABC paulista, entre eles Luís Inácio Lula da Silva presidente do recém-criado Partido dos Trabalhadores (PT), atentados terroristas na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e no centro de convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro, revelam as grandes dificuldades da abertura. Ao mesmo tempo, começa a se formar um movimento suprapartidário em favor da aprovação da emenda constitucional, proposta pelo deputado federal mato-grossense Dante de Oliveira, que restabelece a eleição direta para a Presidência da República. A campanha das Diretas Já espalha-se em grandes comícios, passeatas e manifestações por todo o país.



Em 25 de janeiro de 1984. O cenário é a Praça da Sé, centro da cidade de São Paulo. Marcado para o dia do aniversário da cidade de São Paulo, o primeiro grande comício da campanha por eleições diretas para presidente foi organizado por Franco Montoro, governador paulista. Participaram também diversos partidos políticos de oposição, além de lideranças sindicais, civis e estudantis. A expectativa era das mais tensas. O governo militar tentava minar o impacto do evento. O dia estava chuvoso. Aos poucos, a praça foi lotando e, no final, cerca de 300 mil pessoas gritavam por "Diretas já!" no centro da cidade.



Declarando apoio à emenda constitucional do deputado federal Dante de Oliveira que permitia a eleição direta para a Presidência da República. Mas a emenda foi derrotada na Câmara dos Deputados em votação realizada em 25 de abril: não alcançou número mínimo de votos para ser aprovada.



Em 15 de janeiro de 1985, o governador de Minas Gerais Tancredo Neves foi eleito Presidente da República pelo Colégio Eleitoral, com José Sarney como vice-presidente, derrotando o candidato da situação, o deputado federal Paulo Maluf, por 480 a 180 votos e 26 abstenções. Tancredo, porém, foi internado em Brasília, um dia antes da cerimônia de posse. Foi submetido a várias cirurgias mas seu estado de saúde só se agravou. Até que, para grande pesar e comoção dos brasileiros, Tancredo faleceu em 21 de abril de 1985 em Cidade de São Paulo. Sarney assumiu a Presidência no dia 15 de março, dando fim a 21 anos de ditadura militar no Brasil. Mas a redemocratização só foi completa com a promulgação da Constituição de 88,a Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.

Chico Buarque - Cálice - Clip Ditadura

Regime militar no Brasil (1964–1985)

O Regime militar no Brasil, iniciado com o golpe de 31 de março de 1964, resultou no afastamento do Presidente da República de jure e de facto, João Goulart, assumindo o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, qualificado por personagens afinados como uma revolução, instituiu uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares então justificaram o golpe, que eclodiu cinco anos após o alinhamento cubano à União Soviética, governado por Nikita Khruschov, sob alegação de que havia uma ameaça comunista, afirmando ter eclodido no caso uma contrarrevolução, fortemente contestada principalmente pela historiografia marxista.[1][2]




O golpe de Estado marcou a influência política do Exército Brasileiro e sua determinação em tomar o poder do país ao abrigo de uma doutrina de segurança nacional formado no âmbito da política do comércio exterior americano e de outras países influentes como a França. O intervencionismo militar no Brasil remonta ao Império (1822-1889), mas, segundo estudiosos é a primeira vez no Brasil, mas também na América Latina que o militar está adquirindo poder afirmando abertamente a doutrina da segurança nacional.[3][4]



Entre as figuras históricas civis afinadas com o movimento militar, estão os governadores Magalhães Pinto (Minas Gerais), Adhemar de Barros (São Paulo) e Carlos Lacerda (Guanabara, atual Estado do Rio de Janeiro).



A ditadura pôs em prática vários Atos Institucionais, culminando com o AI-5 de 1968 a suspensão da Constituição de 1946, a dissolução do Congresso Brasileiro, a supressão de liberdades individuais e a criação de um código de processo penal militar que permitiu que o Exército brasileiro e a polícia militar do Brasil pudessem prender e encarcerar pessoas consideradas "suspeitas", além de qualquer revisão judicial. [5] O regime militar durou até a eleição de um civil, Tancredo Neves, em 1985.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Edson Gomes - História do Brasil

História do Brasil - Edson Gomes

Eu vou contar pra vocês
 Certa história do Brasil
Foi quando Cabral descobriu
Este país tropical
Um certo povo surgiu
Vindo de um certo lugar
Forçado a trabalhar neste imenso país
E era o chicote no ar
E era o chicote a estalar
E era o chicote a cortar
Era o chicote a sangrar
Um, dois, três até hoje dói
Um, dois, três, bateu mais de uma vez
Por isso é que a gente não tem vez
Por isso é que a gente sempre está
Do lado de fora
Por isso é que a gente sempre está
Lá na cozinha
Por isso é que a gente sempre está fazendo
O papel menor
O papel menor
O papel menor
Ou o papel pior

Chaves 1973- Independência do Brasil

http://www.youtube.com/watch?v=o-3nBDsC6UI

Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil

GRAMÁTICA E IDEOLOGIA

Lucchesi, Dante; Lobo, Tânia. Gramática e Ideologia. Pg. 73- 81.




O artigo apresentado por Lucchesi e Lobo faz uma abordagem da colocação dos pronomes oblíquos átonos, baseada em uma pesquisa feita por cinco gramáticas normativas da língua portuguesa editada no Brasil, com a utilização de dados obtidos em corpus extraídos do corpus do Projeto de Estudos da Norma Lingüística Urbana Culta (NURC).


As cincos gramáticas utilizadas foram: Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha, a Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso Cunha e Lindley Cintra, a Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, de Domingos Cegalla, a Moderna Gramática Portuguesa , de Evanildo Bechara e a Gramática Normativa da Língua Portuguesa de Rocha Lima. Também foram observados 18 inquéritos que foram: nove inquéritos do corpus do projeto NURC/SP, seis do tipo EF(Evolução Formal), três do tipo D2(Dialogo entre dois Informantes), destacando que o projeto NURC foi desenvolvido em conjunto com cinco capitais brasileiras e as informações utilizadas foram apenas de pessoas com essas características: ser natural de capital estudada, ser filho de pais naturais da mesma capital e ter curso superior completo.


A seguir é abordado o conceito da norma culta e a norma padrão. A norma culta na visão de EUGÊNIO Coseriu em seu trabalho “Sistema, Norma e Fala”, se configura pela variação facultativa normal, ou seja, por modelos sem valor funcional dentro do sistema lingüístico, fixados pelo costume, hábito ou pela tradição. Por outro lado a norma padrão compreende os modelos apresentados e prescritos pelas gramáticas normativas.


Lucchesi e Lobo ainda salientam que essa distinção entre norma padrão e norma culta nem sempre é feita, mas o que acontece é que essas duas expressões são muitas vezes apresentadas como equivalentes, sendo comum ouvir-se norma padrão ou culta. Um desses raciocínios, é que a norma culta ou padrão é aquela usada pelas pessoas cultas e as pessoas cultas são aquelas que utilizam a norma padrão ou culta.


A seguir os autores estabelecem um confronto entre o modelo da norma culta na colocação dos pronomes oblíquos átonos com um só verbo depreendido da amostra do corpus do projeto NURC, e o modelo norma padrão, obtido pela síntese das prescrições contidas nas cincos gramáticas anteriormente citadas.


Inicialmente foram destacadas três afirmações: a primeira foi a de Cunha 1981, que diz: ”Sendo o pronome átono objeto direto ou indireto do verbo, a sua posição normal é ÊNCLISE”; a segunda foi a de Cunha/Cintra 1985, que diz: “Sendo o pronome objeto direto ou indireto do verbo, a sua posição lógica normal é a Ênclise, e por último a terceira de Rocha Lima 1976, que diz: “A posição normal dos pronomes átonos é depois do verbo(ÊNCLISE)”.


Após isso o sinclitismo é apresentado ar partir de determinados contextos sintáticos que favoreciam, ou indicariam uma das possibilidades de colocação do pronome completo átono. Com isso percebeu-se que não há um acordo total entre as cincos gramáticas observadas.


A nova gramática do português contemporâneo, de Celso Cunha e Lindey Cintra se destaca na colocação dos pronomes átonos no Brasil, elas fazem a seguinte indicações que se contrapõem ás prescrições colocadas: primeiro a possibilidade de se iniciar frases com os pronomes oblíquos átonos, em especial com a forma me.


Segundo a preferência pela próclise nas orações absolutas, principais e coordenadas não indicadas por palavras que exijam ou aconselhem tal ação.


Os resultados obtidos nos corpos indicam que os contextos em que as prescrições normativas discriminam os autores que o fazem explicitamente como o verbo indicado no período na oração assindética na Rocha Lima1976, Bechara 1982 e Cegala 1979, o verbo precedido exclusivamente por sujeito nominal ou sendo o sujeito seguido por aposto ou oração adjetiva, Rocha Lima, o verbo procedido unicamente por conjunção coordenativa Rocha Lima, orações reduzidas de gerúndio, executando-se as introduzidas pela preposição em Rocha Lima e Cegala e a pausa entre o verbo e termo antecedente que “pode prejudicar a próclise” Celso Cunha, Cintra, Cegala e Rocha Lima.


Com a exposição dos resultados obtidos nos confrontos foi concluído que a primeira constatação que se impõe é a que existe para sínclise pronominal uma significativa disparidade entre o modelo encontrado no corpus, considerados como amostra da norma culta.


A identificação que as gramáticas em geral ofereceram entre a norma padrão e a norma culta constitui um dos traços ideológicos presentes nessa variante do conhecimento formalizado da língua que é gramática. Foi percebido que as gramáticas normativas se baseiam em uma norma que predominam a ênclise, ao passo que a norma depreendida nos atos de falas das pessoas cultas, no Brasil a próclise predomina.


Foi também analisado pela gramática que ocorreu uma total subversão do modelo proposto pelas gramáticas normativas, que sobre a sínclise pronominal, nada mais fez do que descrever a norma européia do português e ficou evidente no caráter ideológico na abordagem das diversas gramáticas se reportaram do modelo brasileiro e fundamentaram-se no modelo do português europeu, mas ressalva a norma gramática do português contemporâneo de Cunha e Cintra que, embora não de maneira cabal, procuraram em seu texto principal apresentar a colocação pronominal brasileira.


Nesse artigo Lucchesi e Lobo procuraram na medida das possibilidades demonstrarem o caráter ideológico e gramatical como se apresenta, isso com a compreensão de que as mudanças que se fazem necessária nesse campo específico do saber transcendem a esfera da atuação individual dos gramáticos, pois implicam não só nas mudanças, mas na mentalidade e no pensamento predominante dentro e fora do circulo especifico desse estudo como também nas mudanças das próprias relações sociais, as quais esse pensamento e essa mentalidade se expressam.

REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA DA AULA DE PORTUGUÊS

ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. 7. ed São Paulo: Parábola, 2009. 181 p. (Série aula; 1) ISBN 9788588456150 (broch.).Pg. 19-37.



Antunes inicia o seu texto ao relatar a persistência de uma pratica pedagógica realizada no estuda da língua portuguesa desde o inicio do ensino fundamental, que é a de manter uma perspectiva reducionista do estudo da palavra e da frase descontextualizada. Dessa forma deixa-se de ser trabalhada na linguagem a função mais importante que é a interação social.




A autora ainda salienta que embora se tenha feito muitas ações para motivar e fundamentar uma reorientação desta pratica, nota-se que ainda são iniciativas, eventuais e isoladas. Esse tipo de ensino reducionista contribui somente para persistir o quadro nada animador do ensino escolar, que se manifesta de diversas maneiras como: a descoberta dos alunos de que ele “não sabe português”, de que o português é uma língua muito difícil, e com isso se manifesta também a aversão as aulas de português e a evasão escolar.




Para Antunes há uma serie de ações que as instituições governamentais, em todo nível, que tem empreendido a favor de uma escola mais eficiente. Essas ações acontecem tanto na área da formação e capacitação dos professores, como na avaliação. Ela diz que isso foi o que resultou na elaboração e divulgação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), também o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), com o objetivo de avaliar o desempenho escolar de alunos de todas as regiões do país para oferecer ao próprio Governo Federal e aos Estados, subsídios para redefinição de políticas educacionais mais consistentes e relevantes.




De acordo com os PCN os conteúdos de língua portuguesa devem ser articulados em torno de dois grandes eixos: o do uso da língua oral e escrita e o da reflexão acerca desses usos. Já, os conteúdos gramaticais não têm nenhuma atenção na forma e seqüência tradicional, como aparecia nos programas de ensino de antes.




A orientação do SAEB, não é diferente da do PCN, pois os pontos chamados de descritores que são aqueles que constituem as matrizes de referencias para elaboração das questões das provas que contemplam apenas um conjunto de habilidades e competências em compreensão, mas nada de definições ou classificações gramáticas, e essas competências são avaliadas em texto, de diferentes tipos, gêneros e funções.




O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em relação a língua portuguesa tem oferecido ótimas pistas para produção dos manuais de ensino.




Antunes também indaga a respeito do que acontece nas praticas pedagógicas de ensino do português, ela fixa em quatros campos; o da oralidade, o da escrita, o da leitura e o da gramática.




Na oralidade, segundo a autora contata que nas atividades realizadas ocorre praticamente uma omissão da fala como objeto de exploração no trabalho escolar, para ela essa omissão provavelmente aconteça devido a crença ingênua de que os usos orais da língua portuguesa estão ligados á vida de todos nós e por isso não precisa ser feita em uma atividade escolar. Também é atribuída a uma equivocada visão da fala, como um lugar privilegiado para a violação das regras da gramática.




Na escrita se encontra em uma atividade de leitura centrada nas habilidades mecânicas de decodificação da escrita, sem dirigir a aquisição de tais habilidades para dimensão da interação verbal.




Com base em uma pesquisa realizada por Lilian Martin da Silva (1986), com os alunos de uma escola publica de Campinas, as respostas desses alunos denunciam as estreitezas com que algumas escolas têm considerado os objetivos de uma aula de português, pois muitos dos alunos disseram que não liam durante as aulas porque não sobrava tempo, ou que a professora achava que perderiam muito tempo de aula, e ainda outros disseram que os professores se preocupavam com a gramática e a redação. Quando indagados sobre o motivo pelo qual não havia tempo para leitura os alunos disseram que tinha que adiantar a matéria, também que atrapalhava o professor em suas explicações e que as aulas eram mais importantes.




Percebe-se que a compreensão deturpada que se tem da gramática da língua e de seu estudo tem feito um imenso entrave á ampliação da competência dos alunos para a fala, a escuta, a leitura e a escrita de textos adequados e relevantes.




No campo da gramática, o seu ensino se encontra descontextualizada, dos usos reais da língua escrita ou falada na comunicação do cotidiano. Uma gramática fragmentada. De frases inventadas, da palavra e da frase isoladas, sem sujeitos interlocutores, sem contexto e sem função. Também foi observada uma gramática das excentricidades, de pontos de vista refinados, mas muitas vezes inconsistentes, pois se apóiam apenas em regras e casos particulares.




“Antunes, finaliza o seu texto ao falar da gramática predominante prescritiva preocupada apenas com o marcar “certo” e o “errado”, como se falar e escrever corretamente, não importando o que se diz, e se tem algo a dizer.




O modo como é ministrado às aulas de português pelos professores tem contribuído para o desinteresse dos alunos com essa disciplina tão importante e contribuída para a evasão escolar. Por isso é necessário torná-la real para os alunos, isso trazendo para eles textos relacionados com o seu cotidiano nas suas atividades pedagógicas, a fim de conseguir tirar o centro de interesse a análise puramente metalingüística que ainda prevalece nos ensinos atuais.








sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um ano depois, morte de Michael Jackson ainda é mistério


Los Angeles (EUA), 25 jun (EFE).- Um ano se passou e as incógnitas sobre a morte de Michael Jackson são mantidas, enquanto a acusação e os familiares do artista, envolvidos em um interminável processo judicial, buscam um culpado.

Hoje, no primeiro aniversário da morte do "rei do pop", ainda não estão claras as circunstâncias do seu falecimento, mas a figura do médico pessoal do artista, Conrad Murray, presente nos últimos instantes de vida do cantor, está na mira das suspeitas. Murray foi acusado formalmente de homicídio involuntário.

No dia 23 de agosto, começa a audiência preliminar sobre o caso, que pode se prolongar por uma semana. O juiz decidirá se deve ir a julgamento, uma decisão que vem sendo adiada há meses.

Há poucos dias, no dia 14 de junho, o juiz Michael Pastor, da Corte Superior de Los Angeles, opinou que por enquanto Murray seguiria exercendo sua profissão na Califórnia, apesar do pedido da acusação de inabilitá-lo até que ele fosse julgado.

Pastor esclareceu que essa decisão já tinha sido tomada em fevereiro por seu colega Keith Schwartz, que também tirou de Murray o poder de receitar calmantes e anestésicos.

O "rei do pop" morreu no dia 25 de junho de 2009 devido a uma intoxicação aguda de remédios, especialmente do anestésico de uso hospitalar Propofol.

Murray confessou ter receitado ao cantor esse sedativo, que ajuda a dormir, mas manteve que não fez nada improcedente que provocasse a morte do artista.

No entanto, em março apareceram testemunhas-chave que levantaram dúvidas em torno da declaração do médico.

Alberto Alvarez, diretor de logística de Michael para a turnê "This is It", foi uma das pessoas que viram o cantor pouco antes de morrer. Ele disse ter visto Michael com a boca meio aberta, os olhos abertos e aparentemente inconsciente.

Segundo sua declaração, o médico trabalhou freneticamente para salvar a vida do artista e até tentou a respiração boca a boca.

Conforme Miranda Sevcik, porta-voz da defesa, essas declarações foram de "táticas ridículas" por parte da acusação.

A Promotoria de Los Angeles acusou Murray em fevereiro de ter cometido homicídio involuntário. Ele foi declarado inocente e lhe foi imposta uma fiança de US$ 75 mil.

Murray foi acusado de ter atuado "fora da lei" e sem a devida "precaução e cautela" quando receitou ao cantor os medicamentos que acabaram com sua vida no dia 25 de junho de 2009.

No entanto, foi destacado que o doutor atuou "sem malícia", por isso seu comportamento não foi considerado um "crime grave".

As autoridades disseram que Murray será condenado a uma pena máxima de quatro anos de prisão.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mestrado da Vida

Meninas será que eu consigo chegar lá?

O QUE FAZ UM PEDAGOGO NA EMPRESA?

Pedagogia

O CURSO DE PEDAGOGIA

O pedagogo, na sociedade em que vivemos passa a atuar como educador social em empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), formando atualmente, um novo panorama de ação deste profissional, que ao atravessar a divisória da escola, invalida preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto para exercer suas funções apenas na sala de aula. Nos dias atuais o lema é de que onde houver uma prática educativa, se instala uma ação pedagógica. O processo de ensino-aprendizagem é vivenciado não somente dentro da escola, mas é uma ação que acontece em todo e qualquer setor da sociedade, que se caracteriza como a sociedade do conhecimento, porque a educação formal e a não formal caminham paralelamente e tornam a educação o principal instrumento contra a desigualdade social.


Pedagogia se refere à arte, ciência e profissão de ensinar. O curso de Pedagogia tem sua origem vinculada à Faculdade Nacional de Filosofia, Ciências e Letras e à de Educação, criada em 1937. A licenciatura em Pedagogia, nos termos das diretrizes curriculares nacionais, assegura a formação de profissionais da educação prevista no art. 64 da Lei nº 9394/96 que diz:A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional. Ao mesmo tempo em que forma professores, a Pedagogia prepara pessoas capazes de compreender e colaborar para a melhoria da qualidade em que se desenvolve a educação na realidade brasileira, envolvidos e compromissados com uma formação da idéia de transformação social.

Professor Tradicional X Construtivista

sábado, 12 de junho de 2010

Socceroos em casa: multidão australiana apoia time na África


Milhares de torcedores vão ao estádio Moses Mabhida, em Durban, um dia antes do jogo contra a Alemanha

























Direto de Durban, África do Sul




Torcedores têm com tema da fantasia a bandeira do país (Foto: Alexandre Alliati/Globoesporte.com)Eles podem não ser exatamente especialistas no trato com uma bola de futebol, mas é difícil encontrar torcida mais animada do que a da Austrália. A cidade de Durban foi invadida por habitantes da terra dos cangurus. Neste sábado, milhares deles rumaram a pé até o estádio Moses Mabhida para apoiar os Socceroos um dia antes do duelo com a Alemanha.
Milhares de fãs australianos se aglomeram nos arredores do estádio Moses Mabhida, na cidade de Durban. Estreia é contra a Alemanha, às 15h30m deste domingo (Foto: Alexandre Alliati/Globoesporte.com)Mais de 5 mil australianos devem comparecer ao Moses Mabhida para o jogo deste domingo. Grande partida deles está acampada em um estádio de críquete em Durban.






Foi uma festa. Eles se aglomeraram na frente do estádio e ficaram ali, cantando, fazendo bagunça, à espera da passagem do ônibus com os atletas. O veículo, cercado por torcedores, teve dificuldades para entrar no estádio. Os jogadores olharam espantados pela janelas, se cutucaram entre eles, apontaram para os torcedores, retribuíram o carinho com acenos. Eles estão em casa.


Artigos e dicas



Você está apaixonado pelo Inglês?







Francês talvez seja a língua do amor, mas Inglês também possui sua parte de expressões românticas. Aqui estão algumas frases úteis para se usar quando falar sobre sua namorada ou namorado.





1. Love makes the world go round. Algumas pessoas pensam que dinheiro faz o mundo girar. Mas para verdadeiros românticos, o amor é a coisa mais importante da vida.




2. Your better half. Isso se refere à sua namorada ou namorado. Você também pode chamar seu parceiro de 'my other half' - mas sua melhor metade é melhor que sua outra metade!




3. The light of my life. A light of your life é a pessoa que te faz sorrir, e se sentir bem! Você também pode dizer à sua amada, "Darling, you light up my life".





4. She drives me crazy! Não, não significa que ela faz você ficar louco! Se alguém drives you crazy, esta pessoa faz seu coração bater mais rápido. Por exemplo, "You're crazy about Amy, why don’t you ask her out?"




5. Falling in love. To fall in love significa muito mais do que apenas amar. Amar alguém é muito bom, mas 'to fall in love' significa que você não pode viver sem essa pessoa. Lembre-se: não diga ao seu namorado ou namorada "I'm falling in love with you" logo de cara. É melhor você esperar até realmente ter certeza.




6. Perfect match. Você já encontrou seu par perfeito? Seu perfect match é exatamente isso - a pessoa que combina com você perfeitamente de todas as maneiras. Também usamos a expressão 'soul mate'.




7. Seeing, Dating, Going steady. Quando você começa a sair com alguém, você não quer parecer muito sério. Você pode dizer 'I'm seeing someone'. Depois de um tempo, você começa dating. Finalmente, você go steady. Isso significa que vocês são oficialmente namorado e namorada.




8. You are too good to be true! Você diz isso a alguém se você acha que ele/ela é tão incrível que não pode ser real. Você pode dizer you are like a dream come true.





9. Significant Other. Isso é um jeito moderno de se referir ao seu parceiro ou amante na terceira pessoa. Então você pode dizer Can I bring my Significant Other to the party?, mas não Honey, you are my Significant Other.




10. Love at first sight. Isso é quando duas pessoas se apaixonam imediatamente, na primeira vez em que se vêem. Se você acredita nisso, então você é um verdadeiro romântico!




Resenha do texto de Marco Silva

Tema de Anísio Teixeira á Cibercultura: desafios para a formação de professores ontem, hoje e amanhã.




O texto de Silva inicia-se com uma inquietação de Anísio Teixeira a respeito da formação dos professores, ele prevê desafios cada vez mais cruciais a partir do seu tempo, quando se inicia o vertiginoso alastramento mundial dos meios de comunicação, da propaganda do consumismo e do entretenimento.


Em sua preocupação, a educação para todos não pode ficar alheia á revolução das ciências e dos meios de comunicação em massa, os professores precisam romper o método tradicional, engajando-se no enfrentamento dos descaminhos da cultura tecnológica.


O texto mantém um enfoque na formação de professores e preocupa-se pelo fato deles não terem sidos preparados para lidar com a televisão, e com a cultura de massa acompanhada da atual mídia digital on-line. Ele ainda diz que os professores estão distante do perfil necessário á nova formação dos estudantes por dizer “ainda não fizemos a educação que deveria ser feito para preparar o homem para época que ele criou e para a qual foi arrastado”.


Com isso ele dizia que era preciso formar professores capazes de lidar com a complexidade e a amplitude do seu tempo de modo a conduzi-lo e submetê-lo a uma ordem humana. Ele procurava antever o que poderia ser dos mestres dos dias vindouros, enfatizava que o professor estava em Crise e precisava haver uma mudança diante dos desafios da modernidade.


A seguir Teixeira dar sugestões de como reunir educação com os avanços da educação, ele sugerir expor os estudantes a uma diversidade de abordagens sobre conteúdos de aprendizagem, convidando-o a apreciar, sentir, rever, motivando-o a análise e a humanidade diante do conhecimento. Outra sugestão é lançar mão de equipamentos e de meios de comunicação, oferecendo a cada jovem, antes de terminar os níveis de estudo.


Ele oferece uma contribuição excelente para os professores especializados através dos recursos da televisão, do cinema e do disco levando todos os jovens a ver e ouvir e com o professor desdobrar, discutir e completar as lições. Anísio adverte que hoje é muito mais difícil fazer com que a educação chegue para todos, por isso ele recomenda os educadores a assumir o rádio, o cinema e a televisão como seus grandes aliados.


Apesar de não conhecer a internet Anísio Teixeira antecipou com lucidez e perspicácia a tendência de agravamento da dissolução do sujeito no progresso da mídia. Presencia-se que a pedagogia da transmissão continua implacável ao ciúme do modismo construtivista que veio valorizar a construção coletiva da aprendizagem pelos próprios estudantes. Pouco se fez para superar a prevalência da pedagogia da transmissão, e o resultado disso é sala de aula hoje cada vez mais sem atrativo e os alunos desinteressados no modelo clássico baseado em memorização e reprodução. Cada vez mais imersos na Cibercultura, os alunos estão exigindo uma nova forma de aprendizagem, pois eles se integram na chamada “geração digital” e estão cada vez menos passivos perante a mensagem fechada á intervenção. Eles evitam acompanhar argumentos que não permitem a sua interferência e lidam facilmente com a linguagem digital.


É preciso despertar o interesse dos professores para essa nova comunicação com os alunos em sala de aula tanto no presencial como a distância. Como mencionado por Silva, Anísio foi realmente um profeta, pois ele antecipou os problemas relacionados com a educação como, a evasão escolar da educação devido ao método tradicionalista em que os alunos não se interessam, não consegue ser passivos e apenas assimilar os conteúdos transmitidos, eles evitam acompanhar argumentos lineares que não permitem a sua interferência. Também os professores precisam fazer o uso da tecnologia como seus aliados investindo em participação coletiva, multidisciplinaridade e o diálogo.


Embora Anísio tenha antecipado sem ter presenciado o fracasso da escola para com a geração atual, ele faz uma abordagem tão real que o leitor se impressiona com a semelhança do mundo contemporâneo e suas recomendações continuam sendo utilizados pelos educadores atuais.





segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sedentarismo x excesso de exercícios: os prejuízos para a vida profissional



SÃO PAULO – Nas empresas, é comum encontrar profissionais que praticam atividades físicas todos os dias. Há também aqueles que não fazem nenhum tipo de exercício, conhecidos como sedentários.



Pois saiba que, apesar de opostos, essas pessoas têm algo em comum: podem ter sua vida profissional prejudicada tanto pelo excesso quanto pela falta da atividade esportiva.






A professora doutora em Ciências da Saúde da FMU, Simone Sagres Arena, explica que a falta de exercício pode causar sobrepeso, doenças vasculares, hipertensão, diabetes, entre outras doenças.






“Os profissionais que não praticam exercícios regularmente são mais suscetíveis a doenças, além de reclamarem de dores na região da lombar, na região cervical e nas articulações, muitas vezes causadas pelo tempo que passam sentados no trabalho”, diz.





Perigos do excesso da atividade física



Já aqueles que excedem na atividade esportiva geralmente buscam um corpo perfeito e acreditam que estão zelando pela saúde. Entretanto, não estão atentos ao condicionamento físico, que ajuda a proteger o corpo.



O perigo de pecar pelo excesso, segundo a especialista, é que a pessoa pode ter algum distúrbio muscular, como lesões e inflamações. “Com dor, a pessoa tem o rendimento do trabalho comprometido”, afirma Simone.



Busca do equilíbrio



Os dois extremos são ruins, por isso o ideal é que o profissional procure um equilíbrio. “O indicado é que a pessoa faça atividades físicas de três a quatro vezes por semana. É necessário ter um programa de condicionamento físico acompanhado da supervisão de um profissional da área”, explica Simone.



Seguindo essas orientações, a pessoa atingirá os benefícios que o exercícios pode trazer, como:



Evitar doenças cardiovasculares;



Aliviar o estresse;



Melhorar a qualidade de vida;



Melhorar o sono;



Ajudar no controle do peso corporal;



Diminuir a ansiedade e a depressão;



Promover o bem-estar psicológico.

Morte aos portais currais

O autor André Lemos faz uma crítica a febre da rede e paleativo que trata os homens como "bois digitais" forçando a passar por cercas para serem aprisionados em seus colabouço interativos, ele fala sobre o aumento de volume e de informações que são disponiveis na rede, mas do mesmo tempo aborda que tem-se também inumeras imformações disponiveis em blibiotecas e bancas de jornais, mostrando que isso não é algo novo.


Para Lemos, embora seja importante buscar e agregar contéudos nos portais, eles tiram a possibilidade da errância, da ciber-flânerie, dos ferro e-do business.


Lemos ainda ressalta que a populaçao deve se reveter dessa hegemonia e a nova prisão eletrônica que configuram com a atual onda de portais currais. E isso entra em contradição pelo proprio sentido da palavra "portais" que significa porta á passsagem, ou canal de abertura á novos universos possíveis e impossíveis.


O autor ainda indaga, o que aconteceu para as pessoas limitar-se a busca de certeza, segurança e a repetição.



O ciberespaço deve gritar a morte simbólica dos portais currais, que tratam o que e´excessivo como moralizante, desviando a improdutividade ou dispersiva.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Anísio Spínola Teixeira (Caetité, 12 de julho de 1900Rio de Janeiro, 11 de março de 1971) foi um jurista, intelectual, educador e escritor brasileiro. Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em detrimento da memorização. Reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executivos. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova (ver sua íntegra em [1]), em defesa do ensino público, gratuito, laico e obrigatório, divulgado em 1932. Fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
"Sou contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância.
Revolta-me saber que dos cinco milhões que estão na escola, apenas 450.000 conseguem chegar a 4 ª. série, todos os demais ficando frustrados mentalmente e incapacitados para se integrarem em uma civilização industrial e alcançarem um padrão de vida de simples decência humana.
Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras. "
 (Anísio Teixeira)

De Anísio Teixeira à Cibercultura: Desafios para a Formação de Professores Ontem, Hoje e Amanhã

Fichamento

Anísio Teixeira resume sua inquietação com a formação de professores em seu tempo e em seu amanhã. Num tom meio profético, antevê desafios cada vez mais cruciais a partir do seu tempo, quando se inicia o vertiginoso alastramento mundial dos meios de comunicação, da propaganda, do consumismo, do entretenimento.

Todavia, estamos hoje ainda mais distantes da formação vislumbrada por Anísio em sua modernidade. Mal nos aproximávamos do aprendizado com a TV como recurso didático, temos agora a internet e a pós-modernidade fazendo nossas pernas ficarem mais curtas diante do passo que precisaremos dar em educação na cibercultura.

O resultado desse descaso é a sala de aula, hoje, cada vez mais sem atrativos e alunos cada vez mais desinteressados no seu modelo clássico baseado em memorização e reprodução. As últimas conclusões do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica do MEC) onfirmam esse grave problema, que certamente não se restringe ao ensino básico. Sabemos que a pedagogia da transmissão prevalece também na universidade e nos cursos a distância.

Pierre Lévy, o filósofo da cibercultura, podemos verificar que o crescente desinteresse pela sala de aula é fenômeno mundial. Ele nos lembra que há cinco mil anos a escola está baseada no falar-ditar do mestre. E diz ainda que hoje a principal função do professor não pode mais ser a difusão de conhecimentos que agora é feita de forma mais eficaz pelos novos meios de informação e comunicação. Para Lévy, a sala de aula baseada na transmissão, memorização e prestação de contas não tem mais centralidade na cibercultura.

É preciso despertar o interesse dos professores para essa nova realidade e, a partir daí, para a construção de uma nova comunicação com os alunos em sala de aula presencial e a distância. É preciso enfrentar o fato de que tanto a mídia de massa quanto a sala de aula estão diante do esgotamento do mesmo modelo comunicacional que separa emissão e recepção. O produtor de TV percebeu que não se pode dar às pessoas somente coisas para ver e ouvir, mas para interagir.

Anísio deslumbrou-se com o potencial pedagógico da televisão, do cinema e do rádio. Ele ainda não tinha meios de questionar o modelo de transmissão próprio dessa mídia. Criticou o professor transmissor, a pedagogia da transmissão, mas não ajudou a questionar esse mesmo paradigma na mídia de massa. Hoje temos claro que essa mídia clássica fixa e reproduz as mensagens a fim de assegurar-lhes maior integridade e alcance, melhor difusão no tempo e no espaço; ela não  contempla a participação efetiva do seu usuário; ela não é favorável ao engendramento co-criativo de signos, contentando-se em transportar uma mensagem pronta para a massa, impossibilitando a intervenção física na mensagem, somente a “imaginal.

Contudo, é preciso assumir: em nosso tempo pouco se tem feito para qualificar o professor à altura da complexidade que nos cerca. Há quatro décadas, Anísio expressou sua sincera inquietação. No entanto, temos que dar nossas mãos à palmatória da sua crítica mais veemente, e repetir: “ainda não fizemos em educação o que deveria ser feito para preparar o homem para a época a que foi arrastado...”; “na educação comum do homem comum os progressos são os mais modestos”


Bresenha.ve, saíra a re