quarta-feira, 21 de abril de 2010

A praxís pedagogica presente e futura.


Resenha do texto de Bonilla


"As transformações científicas e tecnológicas estão intimamente ligadas às alterações que vêm ocorrendo nas relações e nas formas de organização social, transformações que vão muito além das medidas superficiais de reajustamento econômico e político que estão sendo consideradas pelos lideres políticos de hoje" (Capra, 199:31).
Para Stoer, Cortesão et al. (2001:214), é nesse complexo, nessa teia de relações que estão inseridos os processos educativos e, em particular a escola. Ela surge como encruzilhada de influências entre o global, do nacional e do local. Frente, a então noção de ordem começa a sofrer várias ressiginificações, o que tem levado á configuração de uma nova cosmovisão.
Segundo Lyortard, o saber científico, fundamentado no principio de legitimação pelo desempenho determinismo entrou em crise. E nesse principio define por uma relação input/output. Para Harvey (1998:99), em conseqüência da crise do saber científico, o modernismo universal que é percebido como positivista tecnocêntrico e progresso linear, possa agora a privilegiar a heterogeneidade e a diferencia como forças libertadoras na redefinição cultural.
A cosmovisão moderna continua ainda hegemônica, estando a embasada, nessa noção geral de ordem, a maioria das instituições sociais da atualidade. Sendo a escola uma dessas instituições que está diretamente implicada.
A escola atual trabalha no sentindo de reprodução e transmissão do modelo hegemônico, fechada á exterioridade. De maneira que enquanto a noção de ordem da escola é da modernidade, a noção de ordem do mundo fora da escola tende a ser a da cosmovisão contemporânea.
Com isso presencia um alto índice de reprodução e evasão escolar, pois não existe a comunicação entre esses dois mundos, o que tem feito também que a escola esteja em crise levando a educação a enclausurar-se num processo fechado, formalista.
Podem-se citar também as diferentes formas de ação e interação existente entre os alunos, e até mesmo a violência e o uso de drogas nas escolas, mostrando que contexto fora da escola vem para dentro dela por meio dos alunos. Já os professores, para Bohn & Peat (1989:275), não conseguem sair do casulo em que se encontram protegidos e mesmo percebendo as mudanças que estão ocorrendo no mundo dentro e fora da escola.
Segundo Morin (1996:275), a forma que a escola e a universidade impõem aos alunos, desde a infância é a de um pensamento disjuntivo e redutor, ou seja, na escola aprende-se muito bem, a separar um objeto do ser ambiente. Concordando com Morin, Prigôgine e Stengers (1992:29), diz que na escola atual aprende-se, desde os cursos elementares que uma trajetória não só é determinista, mas também intrinsecamente reversível, não permite que esse estabeleça nenhuma diferença entre o futuro e o passado.
Morin (1996:284) diz que esse modelo de escola não consegue abranger toda a complexidade do mundo atual. Para ele não basta apenas melhorar o que está posto, é necessário que ocorra transformações profundas que incorporem as novas formas de ser, de pensar e de agir que estão emergindo na contemporaneidade, principalmente com presença das tecnologias e da comunicação dentro e fora da escola. A tecnologia na escola não pode ser vista apenas como um instrumento ou ferramenta, mas é necessário entende-la como dizer, o entender, o intencionar o que faz.
Todavia não basta transformar a escola, pois ela é apenas um dos vários contextos com os quais interagem. O que se deve fazer é busca desenvolver práticas específicas que tendam a modificar e reinventar maneiras de serem-nos mais diversos contextos em que se interagem família, escola, trabalho, ente outros.
De acordo com os autores citados no texto de Maria Helena Silveira Bonilla, nota-se que a sociedade sofre várias transformações ao longo do tempo e que com isso a escola deve acompanhar essas mudanças, pois se deve levar em consideração o sujeito aluno e professor. A escola atual precisa direcionar o seu currículo a realidade do aluno, visto que o modelo científico está em crise, de maneira que os alunos se sentem excluídos do seu contesto, pois na escola ele ver uma forma de vida que é totalmente diferente da sua. As instituições escolares da atualidade precisam usar recursos como: a tecnologia, a cultura do individuo, a realidade do sujeito e o meio ambiente. E como mencionado no texto não há mais espaço para a escola tradicional, formalista em que o professor é o dono do saber e cabe aos alunos armazenar conteúdos e usá-los quando for necessário.
“A ação da escola deve ser uma estratégia, um cenário de ação que pode modificar-se em função das informações, dos acontecimentos, dos imprevistos que sobrevenham no curso da ação”. (Morin,1996:284-285).

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