domingo, 2 de outubro de 2011

Arthur Verocai - participação Marcelo Jeneci * Felicidade*( Sesc Pinheir...


Felicidade

Marcelo Jeneci

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
/Dançar na chuva quando a chuva vem./ (4X)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Segundo Lemle 2001, alfabetizar é compreender que existe uma relação de simbolização entre as letras e os sons da fala, pois as letras para quem ainda não se alfabetizou, são riquinhos pretos no papel. Já para Magda Soares 2002, a alfabetização é um processo de representação de fonema em grafemas e vice-versa, mas ela ainda diz que também é um processo de compreensão, expressão de significados por meio do código escrito, uma vez que não se poderia considerar uma pessoa alfabetizada, uma pessoa que fosse apenas capaz de decifrar símbolos visuais em símbolos sonoros “lendo” com silabas e palavras isoladas.
O letramento corresponde ao resultado de uma ação, e ele é tão complexo que envolve conhecimentos, habilidades, valores e funções sociais. Soares define letramento ao uso de habilidades da escrita no âmbito social e diz que essas habilidades dizem respeito à tecnologia para leitura de um jornal, para informarão sobre acontecimentos ocorridos na localidade ou no mundo, também para o uso de uma carta para se comunicar ou informar, ou seja, a capacidade de interpretar textos e tirar suas conclusões.  Carvalho 2005 cita o letramento como o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais da leitura e escrita, também é o estado ou condição que adquirem um grupo social, ou um individuo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita e suas praticas sociais.
Nota-se, porém que infelizmente uma grande parte dos professores de alfabetização compreende o processo da alfabetização como um ato mecânico, separado da compreensão, e quando isso ocorre é um desastre, visto que o ensino de palavras soltas, sílaba isoladas, repetição de exercícios sem finalidade ou até mesmo copias tem resultado em um grande desinteresse e rejeição da escrita pelos educandos.
Com isso percebe-se a grande necessidade de ensinar a ler e a escrever dentro do contexto e da praticas sociais de leitura e escrita, pois a alfabetização e o letramento devem caminhar juntos para que se possam formar sujeitos capazes de interpretar o mundo, compreende-lo e alterá-lo criticamente e assim possam refletir sobre sua condição existente no mundo.

LITERATURA E ALFABETIZAÇÃO( fichamento)

JARDIM, Mara Ferreira. LITERATURA E ALFABETIZAÇÃO. Porto Alegre; Atmed, 2011. Pg. 75-79.

  1. Atualmente é lançada uma grande quantidade de obras infantis e juvenis no mercado e por isso o professor ao realizar um trabalho com leitura tem que ser criterioso, pois existe no mercado uma grande variedade de obras muito boas, mas também muitas de qualidade duvidosa. (Pg. 75)

  1. Dentre os critérios para se garantir uma boa seleção devem ser buscar o interesse da criança pela historia, novas leituras e o se os livros são realmente significativos ou descartáveis. Primeiramente o professor deve está munido de conhecimentos teóricos sobre a importância e a função da literatura infantil na formação da criança e estabelecer objetivos claros do qual pretende desenvolver. Outro ponto de partida a ser considerado é a primeira interação da criança com o livro que se dar através das impressões visuais como: a capa, o tamanho, o formato, o peso, a espessura e a qualidade do papel, tipo de letras usadas, as técnicas de ilustrações e as cores, pois essas características podem atrair ou afastar o leitor infantil e o mais relevante é a faixa etária da criança para quem o livro se destina (Pg. 75).

  1. A ilustração desempenha um papel importantíssimo nos livros infantis, visto que elas enriquecem a imaginação infantil e contribuem para o desenvolvimento do leitor. Werneck, Regina ilustradora de livros infantis ressalta que as ilustrações com detalhes estimulam o raciocínio e a criatividade da criança.  (Pg. 76).

  1. Existem exemplares com ilustrações que complementam a leitura, dentre eles podemos citar: A roupa nova do rei, Lúcia- já –vou-indo e o Gato que pulava em sapato, em especial esse ultimo exemplar citado que desperta diferentes interpretações e discussões (Pg. 76).

  1. Faz-se necessário salientar, porém que as ilustrações têm servido também de meios para reforço de estereótipos e preconceitos, pois personagens más são sempre feias, enquanto que as fadas, príncipes e heróis apresentam um ótimo aspecto. Por exemplo, a avó é geralmente apresentada por uma velhinha de cabelos brancos e coque tricotando, e o avô, por um velho gordo de óculos, a mãe está sempre com o avental e espanador na mão e a empregada, o marginal e o operário são quase sempre negros. Por isso o professor deve reconhecer esses estereótipos e preconceitos para que rejeitem livro com essas lustrações ou prepara-se para discuti-las com seus alunos.  (Pg. 76).

  1. O segundo ponto a ser analisado é o texto propriamente dito, se ele é bem escrito, se conta a historia original, se esta de acordo com a faixa etária a que se destina, se é capaz de despertar a imaginação e suscita problemas ou soluções e que tipo de ideologia perpassa a historia contada. Também deve se levada em conta se o livro apresenta um registro escrito convencional, pois se o leitor estiver na fase da alfabetização isso pode acarretar problemas, uma vez que ele ainda está processando a aquisição do código escrito (Pg. 76).

  1. A originalidade do texto também é significante para que a abordagem dada instigue o tema. A historia de Chapeuzinho vermelho, por exemplo, tem recebido as mais diversas versões no decorrer do tempo (Pg. 77).

  1. A primeira fase da leitura acontece dos 2 aos 6 anos de idade, nesse período a criança faz pouca distinção entre o mundo exterior e o interior, vivendo em momento grande de egocentrismo, mas também é a idade do pensamento mágico e por isso seus primeiros livros devem conter gravuras que apresentem objetos simples, isolados, pertencentes ao meio em que a criança vive, posteriormente podem ser apresentados livros que agrupam objetos, relacionando-os com várias coisas familiares ás crianças (Pg. 77).

  1. A segunda fase acontece dos 5 aos 8 anos e se caracteriza-se como a leitura do realismo mágico, o período que a criança deixar-se levar pela fantasia, é a idade dos contos de fadas e prevalece o texto poético e gosto pelo ritmo e pelas rimas. (Pg. 77).

  1. A fase seguinte é dos 9 aos 12 anos, e nesse momento a criança constrói uma fachada prática realista ordenada nacionalmente, mas continua o seu interesse por contos de fadas e sagas, mas além disso começa a busca por historias de aventuras. No período de 12 aos 15 anos em que eles estão pré-adolescentes predomina a consciência da personalidade e os jovens passam a demonstrar agressividade, a rebeldia, e a formação de Ganges, eles passam a se interessar em livros de aventuras, romances sensacionais, livros de viagens e historias sentimentais. (Pg. 77).

  1. A última fase vai dos 14 aos 17 anos, nesta fase corresponde à maturidade e o leitor começa a se interesse pelo mundo posterior e a sua leitura passa a ser bem mais diversificada, ela abrange aventuras de conteúdos mais intelectuais, livros de viagens e romances históricos, biografias, historias de amor, atualidade e etc. (Pg. 77).

  1. Como as desde bem pequenas as crianças atualmente costumam assistir desenhos animados e muitas até mesmo novelas e filmes ditos para adultos, essas experiências devem ser levadas em conta, visto que elas deixam marcas e aceleram a capacidade da leitura, pois é natural que meninos e meninas, acostumados a assistir as Aventuras das tartarugas Ninjas entre outros não tenha interesse nas tramas do livro infantil considerados para sua faixa etária. (Pg. 78).

  1. O sexo do leitor também precisa ser levado em consideração, já que os meninos tendem a se identificar com historias em que atuem heróis masculinos e o mesmo não acontece com as meninas, de maneira que o professor deve buscar manter o equilibro, apresentando opções para ambos.  (Pg. 78).

  1. O professor deve tomar cuidado com os livros que transmitem ensinamentos morais ou padrões de comportamentos conservadores. (Pg. 78).

  1. As analises de livro em poemas devem receber a mesma preocupação que a dos narrativos, deve ser considerado ilustração, diagramação, qualidade de texto poético e adesão dos temas ao universo infantil. Ao escolher o poema o professor deve evitar aqueles de cunho valor moralizador ou conteúdos pedagógicos que tratam de temas como patrióticos de datas especificas, como dia das mães, dos pais, do índio ou da árvore, que descrevem hábitos de higiene, ou falam de como ser um bom menino, pois são geralmente duvidosas (Pg.79).

Aprender a ler e a escrever, uma proposta construtivista

TEBEROSK, Ana; COLOMBER, Tereza. Aprender a ler e a escrever, uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed, 2003. Pg. 15-38.
O texto inicia abordando a influência da teoria condutista que tem sido muito divulgada, nessa teoria a escrita é vista como um processo de codificação e a leitura uma decodificação de unidades gráficas em unidades sonoras. As autoras relatam que a idade ideal para iniciar  a ensino da leitura e escrita seria aos 06 anos, pois nessa idade a criança teria chegado ao nível de desenvolvimento desejado.
A partir de novas pesquisas de ensino surgiu a perspectiva construtivista com os ensinamentos de Piaget, insistindo que para compreender um conhecimento, é necessário reconstruir sua gênese, pois o processo implica em uma evolução, visto que as experiências e os conhecimentos que se desenvolvem fazem parte do processo de aprendizagem (Ferreiro e Teberosk, 1979). Com o construtivismo, a diferença fundamental já não era, mas entre aprendizagens prévias, mas entre as aprendizagens não normativas. Essa perspectiva trouxe uma nova visão da aprendizagem entendendo-a como um processo continuo de desenvolvimento. Para a teoria construtivista não existe um limite entre o pré-leitor e o leitor.
Quanto às perspectivas construtivistas ocorreram duas contribuições: a primeira consiste em considerar que a escrita, a leitura e a linguagem não se desenvolvem separadamente. A segunda consistia que a alfabetização inicial não é um processo abstrato, mas que ocorre em contextos culturais e sociais determinados. Por exemplo, em famílias que a criança interage com materiais e com tarefas de leitura e escrita desde bem cedo, essas interações influenciam na sua aprendizagem convencionais posteriores.
Na linguagem escrita, a sua base social proporciona uma função especial a mais, pois sendo um escrito um objeto simbólico os agentes sociais devem atuar como intérpretes cuja função é transformar essas marcas gráficas em objetos lingüísticos (Ferreiro 1996). Os conhecimentos interativos que fazem parte das primeiras experiências com a linguagem escrita são dois: os conhecimentos elaborados pela criança a partir da interação com os leitores e o material escrito, e os conhecimentos socialmente transmitidos pelos adultos e assimilados pela criança.
Quanto aos conhecimentos elaborados pela criança deveram incluir os conhecimentos que ela desenvolve a partir de sua relação com os textos e entre os conhecimentos transmitidos pelos adultos assimilados pela criança, os quais deveram incluir a linguagem escrita dos livros e suas diferenças com relação á linguagem da conversão, a informação, a simulação, de um ato, a identificação de cartazes, signos e matérias presentes no ambiente. Tanto os conhecimentos elaborados pela criança como os transmitidos pelos adultos parecem estar influenciados pelas condições do ambiente, desenvolvendo se melhor se o ambiente alfabetizador, é rico em materiais escritos e interações e pratica de leitura.
Os estudos têm mostrado que ao compartilhar a leitura de um livro com as crianças pré- escolares não apenas cria uma atividade prazerosa, mas também organiza um importante momento de aprendizagem. A leitura de historias, por exemplo, tem uma importância para o desenvolvimento do vocabulário e para compreensão da linguagem escrita. A leitura em voz alta para crianças pequenas nas quais elas escutam, olham, pergunta e responde são um meio para que entenda as funções e a estrutura a linguagem escrita e pode vir também a ser uma ponte entre a linguagem oral e a escrita.
A seguir as autoras fazem uma lista de praticas de leitura e como elas devem acontecer, entre os temas de sugestão para leitura temos: leitura de historias, interação com material de tipo urbano e doméstico como identificação de signos, logomarcas e rótulos comerciais, leitura de jornais e a leitura em ambientes informatizados.
O texto conclui mencionando que as crianças que realizam práticas de leitura ampliam o seu vocabulário terão um maior proveito da leitura e escrita na escola e reciprocamente, a leitura lhes contribuirão para uma ampliação do vocabulário, enquanto que as crianças que realizam poucas práticas de leitura têm mais dificuldades para entender textos e para produzi-los.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pra Reflexão

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria" (Paulo Freire)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma professora muito maluquinha livro de Ziraldo

Este livro trata de uma historia de uma professora muito querida pelos seus alunos do qual eles criavam fantasias sobre sua professora, eles diziam que ela tinha estrela no lugar do seu olhar, voz e jeito de sereia, o sorriso solto como um pássaro era uma inimaginável, pois para os meninos ela era uma artista de cinema, já para as meninas era como uma fada madrinha.

Logo que a professora entrou na sala de aula os alunos se apaixonaram por ela.  Ao invés de fazer chamada a professora solicitou que os alunos escrevessem o nome um do outro e depois embaralhou os nomes de todos e pediu que eles arrumassem na ordem alfabética, assim ela conseguiu que eles descobrissem como colocar em ordem os nomes iguais.

A professora ela apelidada de maluquinha por ser diferente das suas colegas de trabalho, pois ela brincava com os seus alunos, trabalhava com forca onde cada letra errada ela desenhava um pedacinho de forca ou do enforcado. Também a professora fazia atividades com jogo de rima, caça palavras em que ela colocava um monte de anúncios, cartazes ou capas de revista que ela mesma trazia de casa e escrevia uma palavra no quadro e então solicitava que os alunos procurassem.

Como os alunos se empolgavam na sua sala a sua sala fazia muito barulho o que irritava as outras turmas e por a escola ser conservadora ela era mal vista entre as demais. Os seus alunos tinham pressa para entrar na sala de aula e nem queriam sair da sala nos intervalos, isso deixava muitos curiosos, a professora só tinha apoio de um padre que era o seu tio, visto que a escola era religiosa.

Como a professora era diferente das demais professoras, ela era inovadora, era muitas vezes vista como anarquista muito liberal e maluquinha. Mas justamente por isso ela conseguiu cativar os seus alunos e despertar neles o gosto pela leitura, eles poderiam ler o que quisessem gibi, quadrinhos, o importante era que lessem e os alunos se esforçavam para aprender a ler e a ler cada vez melhor, pois ela pedia que eles fizessem leituras de novelas na sala de aula e se não lessem bem poderiam até receber vaiar, jogar ovo o que tivessem na sala com isso, os alunos se dedicavam bastante para fazer uma boa leitura e o melhor é que eles faziam isso com prazer.

A professora maluquinha ensinou aos seus alunos muito mais do que os saberes científicos, ela lhes ensinou os saberes da vida e quando ela foi embora deixou muita saudade e boas recordações, pois foi uma professora inesquecível na vida de cada um deles, tanto que mesmo já adultos os alunos tinham uma boa recordação dessa professora que para eles era insubstituível.

Este livro é muito bom para nós futuras educadora, pois nos faz refletir sobre como as nossas atitudes influência na vida dos alunos, como a nossa metodologia influência e pode estimular o aprendizado, a importância de atividades lúdicas, criativas, ou seja, o quanto nosso empenho e esforço fazem diferença e vale à pena.  

Este livro muito é interessante gostei muito dele, pois essa professora ensina muita coisa para nós futuras professoras e muitas das coisas que ela trabalhou com seus alunos, podemos adaptar e trabalhar com os nossos alunos futuramente, é nítido o seu gosto de ensinar, a sua criatividade, aulas lúdicas, a sua interação com os seus alunos, a amizade e acho que todas nós ao lemos esse livro temos vontade de ser como essa professora maluquinha  recomendo como leitura para todas as pedagogas.

sábado, 25 de junho de 2011

Plano de Estágio

logo_ufba
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - CURSO DE PEDAGOGIA
DERPATAMENTO DE EDUCAÇÃO II



CILIA SILVA DOS SANTOS




PLANO DE ESTÁGIO











Salvador
2011
CILIA SILVA DOS SANTOS













PLANO DE ESTÁGIO




                                                                                                   





Plano apresentado ao Curso de graduação em pedagogia, na Universidade Federal da Bahia - UFBA, como requisito parcial para avaliação da disciplina Estágio II sob a orientação da Docente Alessandra








Salvador
2011




INTRODUÇÃO
A aluna Cilia Silva dos Santos, estudante de graduação em pedagogia cursando o 4° realizará o estágio supervisionado da disciplina estágio II mediada pela professora Alessandra Assis, na Escola Municipal Maria Bonfim que, está localizada na Estrada da Liberdade, 1908 no Bairro da Liberdade, CEP 40327-150, Tel. 3388-8065, tendo como representante desta instituição a diretora Iracema Nery, na qual a  discente irar observar e desenvolver atividades didáticas  na turma do 2° ano do  Ensino Fundamental  I ministrada pela professora Francis  na qual será avaliada pela mesma.                          

OBJETIVO
·         Compreender o funcionamento de um espaço escolar;
·         Presenciar e avaliar a atuação de um professor na sala de aula;
·         Observação e desenvolvimento de atividades didáticas na escola;
·         Conhecer o processo de planejamento realizado pelo professor;
·         Conhecer e refletir sobre o uso do livro didático na sala de aula;
·         Compreender a dinâmica de atuação do professor em cada aula;
·         Ampliar o conjunto de referências de análise sobre os problemas evidenciados na escola;
·          Estabelecendo relações entre o conhecimento teórico desenvolvido até o momento e práticas escolares;
·         Refletir o envolvimento dos alunos com a aula,
·         Produzir um relatório final

JUSTIFICATIVA
 O estágio curricular a ser realizado, ao longo do curso,  a assegurar aos graduandos experiência de exercício profissional, em ambientes escolares que ampliem e fortaleçam atitudes éticas, conhecimentos e competências: na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental,  na Educação de Jovens e Adultos; na participação em atividades da gestão de processos educativos, no planejamento, coordenação, acompanhamento e avaliação de atividades e projetos educativos.

No exercício cotidiano de sua função, os condicionantes aprecem relacionados a situações concretas que não são possíveis de definições acabadas e que exigem improvisação e habilidades pessoais, bem como a capacidade de enfrentar situações mais ou menos transitórias e varáveis, ora lidar com os condicionantes e situações é formador: somente isso permite ao docente desenvolver hábitos, (isto é ceras disposições adquiridas na e pela prática real) que lhe permitirão justamente enfrentar os condicionantes e imponderáveis da profissão. (TARDIF, 2002 p. 57.).

A visita na escola é fundamental para a futura atuação do profissional em pedagogia, pois serão vivenciadas teorias e práticas pedagógicas abordadas em salas de aula, na qual o discente poderá presenciar o “dia- dia” da atuação do docente, verificar o funcionamento do ambiente escola, bem como o papel do professor.  Esse aprendizado com certeza dará um suporte para o conhecimento da futura atuação profissional.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1. A educação
 
A educação é um meio de promover o ser humano, para que ele possa se pertencente e atuante de uma sociedade, transformando sua realidade como sujeita crítico, político e conhecedor do mundo.
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
(CARNEIRO, 2009 p.31)

Segundo Paulo Freire, o processo de ensino aprendizagem não deve ser uma imposição do professor ele deve ser um instigador de saberes para estimular o aprendizado do aluno. O ensino bancário deve ser rejeitado e rebelado pelo o aluno no sentido de que o mesmo possa ser sujeito crítico de seu próprio saber e, não um deposito de conhecimentos. Esse tipo de educação quando concedida torna o educando alienado, um ser ingênuo incapaz de perceber sua própria realidade, fortalecendo assim, para uma sociedade cada vez mais dominante.
A educação deve criar possibilidades para que o indivíduo possa desenvolver suas habilidades e testar seus conhecimentos nas diversas vertentes da sociedade da qual estão inseridos, podendo amenizar as tensões sociais. E de acordo com Freire essa pratica deve vir como ato de conhecimento, ato político e reflexão da realidade.


2.  O Ensino Fundamental
Segundo a LDB de 96, o Ensino Fundamental é a etapa da obrigatoriedade da educação básica. Como dever do Estado, o acesso a esse ensino é direito público subjetivo, quer dizer, não exige regulamentação para ser comprido. Seu não funcionamento, ou seja, a oferta irregular importa responsabilidade da autoridade da autoridade competente.
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino.
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizada como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
§ 5o  O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado.              (BRASIL, 2007).

O ensino obrigatório para crianças de seis anos e a ampliação do ensino fundamental para nove anos torna-se assim um avanço, ainda que ‘tímido’, no campo das políticas educacionais.
As crianças da educação pública que adentravam a escola no 1º ano aos 7 de idade, sem nenhum preâmbulo em relação ao ambiente escolar, bem como conhecimentos prévios para iniciarem processo de alfabetização, acabavam por começar um ineficiente e complexo processo de aquisição da leitura e escrita. A implantação do ensino fundamental de nove anos deve proporcionar um maior tempo para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças da escola pública brasileira, garantindo maiores oportunidades de sucesso escolar nos anos posteriores, evitando a repetência e a evasão. Isso representará, sem dúvida, um salto na qualidade da aprendizagem.
3. A docência
A docência consiste em ação educativa e processo pedagógico metódico e intencional, construído em relações sociais, étnico-raciais e produtivas, as quais influenciam conceitos, princípios e objetivos da Pedagogia, desenvolvendo-se na articulação entre conhecimentos científicos e culturais, valores éticos e estéticos inerentes a processos de aprendizagem, de socialização e de construção do conhecimento, no âmbito do diálogo entre diferentes visões de mundo.
As atividades dos docentes também envolvem participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando: planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares.
4. O curso de pedagogia
 O curso de Pedagogia, por meio de estudos teórico-práticos, investigação e reflexão crítica, propiciam: o planejamento, execução e avaliação de atividades educativas; a aplicação ao campo da educação, de contribuições, entre outras, de conhecimentos como o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico, o psicológico, o lingüístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural.
Os princípios que fundamentam o exercício dessa profissão são os de interdisciplinaridade, contextualização, democratização, pertinência e relevância social, ética e sensibilidade afetiva.
Para a formação do licenciado em Pedagogia é necessário o conhecimento da escola como organização complexa que tem a função de promover a educação para e na cidadania; a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de interesse da área educacional; a participação na gestão de processos educativos e na organização e funcionamento de sistemas e instituições de ensino.

5. O Estágio Supervisionado

O Estágio Curricular foi criado pela Lei 6.494, de 7 de dezembro de 1977 e regulamentado pelo Decreto 87.497, de 18 de agosto de 1982, que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de 2º grau regular e supletivo. É considerado estágio curricular, para efeitos do referido Decreto, as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio, sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e coordenação da Instituição de ensino.
Os Estágios Curriculares Supervisionados são regidos pelas seguintes legislações:
-Lei nº 9.394/96, de 20/12/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional;
-Resolução CNE/CP nº 01 de 15/05/06 que determina os rumos e metas a serem desenvolvidas durante o estágio.
-Disposições do Parecer CNE/CP nº 3, de 21 de fevereiro de 2006, homologado em 10/04/06 publicado no D.O.U. 11/04/06, Artigo 4º, que determina as atividades que os futuros pedagogos poderão exercer.
-Resolução CNE/CP nº 02 de 19/02/2002 (D.O.U. 04/03/02) que institui a duração e a carga horária do curso de licenciatura, de graduação plena de formação de professores da Educação Básica em nível superior.

O Estágio Curricular faz parte do processo de formação profissional do acadêmico do curso superior, permitindo-lhe a presença participativa em ambientes afins à habilitação pleiteada e deve ocorrer em atividades da respectiva área de atuação profissional, sob a responsabilidade dos cursos e de professores competentes das áreas específicas.

Em função do caráter formador, que favorece a relação entre teoria e prática social, o Estágio Supervisionado é disciplina obrigatória e deve ser planejada de acordo com o projeto pedagógico do curso.
A consolidação das normas de estágio para o curso de Pedagogia segue as orientações da Lei 9394/96, LDB, artigo 82, que diz: “Os Sistemas de Ensino Estabelecerão as normas para realização dos estágios dos alunos regularmente matriculados no ensino médio ou superior de sua jurisdição”.

AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS
  • Escolher uma instituição de ensino, se apresentar a mesma e, de acordo com a direção/ coordenação da mesma, eleger uma sala de aula e acompanhar a sua rotina diária;
  • Conhecer o espaço físico da escola;
  • Observar a rotina diária dos funcionários;
·         Analisar o perfil educacional, profissional, econômico, social, cultural dos professores;
·         Analisar Perfil educacional, profissional, econômico, social, cultural dos alunos;
·         Observar caracterização da sala de aula;
  • Observar a interação entre professor/aluno, aluno/professor, aluno/aluno;
  • Observar a prática pedagógica da docente;
  • Auxiliar o (a) professor(a) em sala de aula com as seguintes atividades pedagógicas:
-Planejamento: aulas, exercícios de verificação;
-Explicação e auxilio das atividades aos alunos;
-Acompanhamento ao refeitório e parque;
-Organização: trabalhos em grupos, recursos;
-Correção de provas e trabalhos;
-Atendimento aos alunos;
-Outros, se necessário;
·         Notar produções realizadas pela professora com a turma;
  • Conhecer o processo de planejamento da docente;
·         Avaliar o planejamento do curso e da unidade;
·         Participação do desenvolvimento das atividades, problemas e soluções;
·         Avaliação da aprendizagem dos alunos;
·         Avaliação do trabalho docente e avaliação institucional;
·         Participação das atividades extracurriculares, projetos;
·        Verificar como são usados os materiais didáticos, tecnologias e técnicas de ensino – produção, aplicação pelo professor, resultados;
·        Elaborar um relatório final.



CRONOGRAMA DE VISITAS


Data


Atividade


Carga Horária

04/04/ 11
Apresentação da proposta do estagio 2.
04h

13/04/ 11

Observação da estrutura física da escola, mas específico da sala de aula.
04h

15/04/ 11
Observação da postura do professor (como se porta com os alunos, vocabulário...)

04h

20/04/ 11
Apresentação na escola e conhecer o espaço físico
04h
22/04/ 11
Apresentação na sala de aula e observação em sala de aula
04h

27/04/ 11
Identificar abordagens e concepções pedagógicas do professo ( tipo de aula, recursos, atividades...)
04h
29/04/ 11
Condução didática da alua (valorização dos saberes e opiniões dos alunos
04h
04/05/ 11
Interesse e participação dos alunos durante as aluas.
04h

06/05/ 11
Percepção sobre a relação professor-aluno
04h

11/05/ 11
Contextualização dos conteúdos com a realidade do aluno

04h

13/05/ 11
Pesquisa com a coordenação do histórico da escola (fundação, nome, origem...)

04h

18/05/ 11
Estudo do projeto político pedagógico da escola (PPP)

04h
20/05/ 11
Estudo do projeto político pedagógico da escola (PPP)

04h
25/05/ 11

Estudo da Grade curricular do Ensino Fundamental de 9 anos
04h
01/06/ 11

Analisar o plano de aula e de curso

04h
3/06/11
Oficinas pedagógicas com alunos – planejamento, desenvolvimento e avaliação
04h
06/06/11
Apoio a docente e encerramento.
04h
Total de Horas
60 horas


RESULTADOS ESPERADOS
Após o estagio, espero obter uma compreensão de como funciona o espaço escolar , bem como a atuação de um professor em sala de aula, pois de fato observando o dia a dia de uma docente, conseguirei obter experiências de como lidar com as várias personalidades dos alunos, conhecimento da realidade de cada aluno, das dificuldades do fazer pedagógico, como também, o prazer e o amor da pratica pedagógica de uma docente e, por certo, essas experiências vivenciadas como estagiaria/auxiliar docente junto com os conhecimentos teóricos faculdade, contribuirá para o enriquecimento e a otimização quando na atuação docente

REFERÊNCIAS
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