segunda-feira, 26 de setembro de 2011

LITERATURA E ALFABETIZAÇÃO( fichamento)

JARDIM, Mara Ferreira. LITERATURA E ALFABETIZAÇÃO. Porto Alegre; Atmed, 2011. Pg. 75-79.

  1. Atualmente é lançada uma grande quantidade de obras infantis e juvenis no mercado e por isso o professor ao realizar um trabalho com leitura tem que ser criterioso, pois existe no mercado uma grande variedade de obras muito boas, mas também muitas de qualidade duvidosa. (Pg. 75)

  1. Dentre os critérios para se garantir uma boa seleção devem ser buscar o interesse da criança pela historia, novas leituras e o se os livros são realmente significativos ou descartáveis. Primeiramente o professor deve está munido de conhecimentos teóricos sobre a importância e a função da literatura infantil na formação da criança e estabelecer objetivos claros do qual pretende desenvolver. Outro ponto de partida a ser considerado é a primeira interação da criança com o livro que se dar através das impressões visuais como: a capa, o tamanho, o formato, o peso, a espessura e a qualidade do papel, tipo de letras usadas, as técnicas de ilustrações e as cores, pois essas características podem atrair ou afastar o leitor infantil e o mais relevante é a faixa etária da criança para quem o livro se destina (Pg. 75).

  1. A ilustração desempenha um papel importantíssimo nos livros infantis, visto que elas enriquecem a imaginação infantil e contribuem para o desenvolvimento do leitor. Werneck, Regina ilustradora de livros infantis ressalta que as ilustrações com detalhes estimulam o raciocínio e a criatividade da criança.  (Pg. 76).

  1. Existem exemplares com ilustrações que complementam a leitura, dentre eles podemos citar: A roupa nova do rei, Lúcia- já –vou-indo e o Gato que pulava em sapato, em especial esse ultimo exemplar citado que desperta diferentes interpretações e discussões (Pg. 76).

  1. Faz-se necessário salientar, porém que as ilustrações têm servido também de meios para reforço de estereótipos e preconceitos, pois personagens más são sempre feias, enquanto que as fadas, príncipes e heróis apresentam um ótimo aspecto. Por exemplo, a avó é geralmente apresentada por uma velhinha de cabelos brancos e coque tricotando, e o avô, por um velho gordo de óculos, a mãe está sempre com o avental e espanador na mão e a empregada, o marginal e o operário são quase sempre negros. Por isso o professor deve reconhecer esses estereótipos e preconceitos para que rejeitem livro com essas lustrações ou prepara-se para discuti-las com seus alunos.  (Pg. 76).

  1. O segundo ponto a ser analisado é o texto propriamente dito, se ele é bem escrito, se conta a historia original, se esta de acordo com a faixa etária a que se destina, se é capaz de despertar a imaginação e suscita problemas ou soluções e que tipo de ideologia perpassa a historia contada. Também deve se levada em conta se o livro apresenta um registro escrito convencional, pois se o leitor estiver na fase da alfabetização isso pode acarretar problemas, uma vez que ele ainda está processando a aquisição do código escrito (Pg. 76).

  1. A originalidade do texto também é significante para que a abordagem dada instigue o tema. A historia de Chapeuzinho vermelho, por exemplo, tem recebido as mais diversas versões no decorrer do tempo (Pg. 77).

  1. A primeira fase da leitura acontece dos 2 aos 6 anos de idade, nesse período a criança faz pouca distinção entre o mundo exterior e o interior, vivendo em momento grande de egocentrismo, mas também é a idade do pensamento mágico e por isso seus primeiros livros devem conter gravuras que apresentem objetos simples, isolados, pertencentes ao meio em que a criança vive, posteriormente podem ser apresentados livros que agrupam objetos, relacionando-os com várias coisas familiares ás crianças (Pg. 77).

  1. A segunda fase acontece dos 5 aos 8 anos e se caracteriza-se como a leitura do realismo mágico, o período que a criança deixar-se levar pela fantasia, é a idade dos contos de fadas e prevalece o texto poético e gosto pelo ritmo e pelas rimas. (Pg. 77).

  1. A fase seguinte é dos 9 aos 12 anos, e nesse momento a criança constrói uma fachada prática realista ordenada nacionalmente, mas continua o seu interesse por contos de fadas e sagas, mas além disso começa a busca por historias de aventuras. No período de 12 aos 15 anos em que eles estão pré-adolescentes predomina a consciência da personalidade e os jovens passam a demonstrar agressividade, a rebeldia, e a formação de Ganges, eles passam a se interessar em livros de aventuras, romances sensacionais, livros de viagens e historias sentimentais. (Pg. 77).

  1. A última fase vai dos 14 aos 17 anos, nesta fase corresponde à maturidade e o leitor começa a se interesse pelo mundo posterior e a sua leitura passa a ser bem mais diversificada, ela abrange aventuras de conteúdos mais intelectuais, livros de viagens e romances históricos, biografias, historias de amor, atualidade e etc. (Pg. 77).

  1. Como as desde bem pequenas as crianças atualmente costumam assistir desenhos animados e muitas até mesmo novelas e filmes ditos para adultos, essas experiências devem ser levadas em conta, visto que elas deixam marcas e aceleram a capacidade da leitura, pois é natural que meninos e meninas, acostumados a assistir as Aventuras das tartarugas Ninjas entre outros não tenha interesse nas tramas do livro infantil considerados para sua faixa etária. (Pg. 78).

  1. O sexo do leitor também precisa ser levado em consideração, já que os meninos tendem a se identificar com historias em que atuem heróis masculinos e o mesmo não acontece com as meninas, de maneira que o professor deve buscar manter o equilibro, apresentando opções para ambos.  (Pg. 78).

  1. O professor deve tomar cuidado com os livros que transmitem ensinamentos morais ou padrões de comportamentos conservadores. (Pg. 78).

  1. As analises de livro em poemas devem receber a mesma preocupação que a dos narrativos, deve ser considerado ilustração, diagramação, qualidade de texto poético e adesão dos temas ao universo infantil. Ao escolher o poema o professor deve evitar aqueles de cunho valor moralizador ou conteúdos pedagógicos que tratam de temas como patrióticos de datas especificas, como dia das mães, dos pais, do índio ou da árvore, que descrevem hábitos de higiene, ou falam de como ser um bom menino, pois são geralmente duvidosas (Pg.79).

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