sábado, 25 de junho de 2011

Plano de Estágio

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - CURSO DE PEDAGOGIA
DERPATAMENTO DE EDUCAÇÃO II



CILIA SILVA DOS SANTOS




PLANO DE ESTÁGIO











Salvador
2011
CILIA SILVA DOS SANTOS













PLANO DE ESTÁGIO




                                                                                                   





Plano apresentado ao Curso de graduação em pedagogia, na Universidade Federal da Bahia - UFBA, como requisito parcial para avaliação da disciplina Estágio II sob a orientação da Docente Alessandra








Salvador
2011




INTRODUÇÃO
A aluna Cilia Silva dos Santos, estudante de graduação em pedagogia cursando o 4° realizará o estágio supervisionado da disciplina estágio II mediada pela professora Alessandra Assis, na Escola Municipal Maria Bonfim que, está localizada na Estrada da Liberdade, 1908 no Bairro da Liberdade, CEP 40327-150, Tel. 3388-8065, tendo como representante desta instituição a diretora Iracema Nery, na qual a  discente irar observar e desenvolver atividades didáticas  na turma do 2° ano do  Ensino Fundamental  I ministrada pela professora Francis  na qual será avaliada pela mesma.                          

OBJETIVO
·         Compreender o funcionamento de um espaço escolar;
·         Presenciar e avaliar a atuação de um professor na sala de aula;
·         Observação e desenvolvimento de atividades didáticas na escola;
·         Conhecer o processo de planejamento realizado pelo professor;
·         Conhecer e refletir sobre o uso do livro didático na sala de aula;
·         Compreender a dinâmica de atuação do professor em cada aula;
·         Ampliar o conjunto de referências de análise sobre os problemas evidenciados na escola;
·          Estabelecendo relações entre o conhecimento teórico desenvolvido até o momento e práticas escolares;
·         Refletir o envolvimento dos alunos com a aula,
·         Produzir um relatório final

JUSTIFICATIVA
 O estágio curricular a ser realizado, ao longo do curso,  a assegurar aos graduandos experiência de exercício profissional, em ambientes escolares que ampliem e fortaleçam atitudes éticas, conhecimentos e competências: na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental,  na Educação de Jovens e Adultos; na participação em atividades da gestão de processos educativos, no planejamento, coordenação, acompanhamento e avaliação de atividades e projetos educativos.

No exercício cotidiano de sua função, os condicionantes aprecem relacionados a situações concretas que não são possíveis de definições acabadas e que exigem improvisação e habilidades pessoais, bem como a capacidade de enfrentar situações mais ou menos transitórias e varáveis, ora lidar com os condicionantes e situações é formador: somente isso permite ao docente desenvolver hábitos, (isto é ceras disposições adquiridas na e pela prática real) que lhe permitirão justamente enfrentar os condicionantes e imponderáveis da profissão. (TARDIF, 2002 p. 57.).

A visita na escola é fundamental para a futura atuação do profissional em pedagogia, pois serão vivenciadas teorias e práticas pedagógicas abordadas em salas de aula, na qual o discente poderá presenciar o “dia- dia” da atuação do docente, verificar o funcionamento do ambiente escola, bem como o papel do professor.  Esse aprendizado com certeza dará um suporte para o conhecimento da futura atuação profissional.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1. A educação
 
A educação é um meio de promover o ser humano, para que ele possa se pertencente e atuante de uma sociedade, transformando sua realidade como sujeita crítico, político e conhecedor do mundo.
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
(CARNEIRO, 2009 p.31)

Segundo Paulo Freire, o processo de ensino aprendizagem não deve ser uma imposição do professor ele deve ser um instigador de saberes para estimular o aprendizado do aluno. O ensino bancário deve ser rejeitado e rebelado pelo o aluno no sentido de que o mesmo possa ser sujeito crítico de seu próprio saber e, não um deposito de conhecimentos. Esse tipo de educação quando concedida torna o educando alienado, um ser ingênuo incapaz de perceber sua própria realidade, fortalecendo assim, para uma sociedade cada vez mais dominante.
A educação deve criar possibilidades para que o indivíduo possa desenvolver suas habilidades e testar seus conhecimentos nas diversas vertentes da sociedade da qual estão inseridos, podendo amenizar as tensões sociais. E de acordo com Freire essa pratica deve vir como ato de conhecimento, ato político e reflexão da realidade.


2.  O Ensino Fundamental
Segundo a LDB de 96, o Ensino Fundamental é a etapa da obrigatoriedade da educação básica. Como dever do Estado, o acesso a esse ensino é direito público subjetivo, quer dizer, não exige regulamentação para ser comprido. Seu não funcionamento, ou seja, a oferta irregular importa responsabilidade da autoridade da autoridade competente.
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino.
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizada como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
§ 5o  O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado.              (BRASIL, 2007).

O ensino obrigatório para crianças de seis anos e a ampliação do ensino fundamental para nove anos torna-se assim um avanço, ainda que ‘tímido’, no campo das políticas educacionais.
As crianças da educação pública que adentravam a escola no 1º ano aos 7 de idade, sem nenhum preâmbulo em relação ao ambiente escolar, bem como conhecimentos prévios para iniciarem processo de alfabetização, acabavam por começar um ineficiente e complexo processo de aquisição da leitura e escrita. A implantação do ensino fundamental de nove anos deve proporcionar um maior tempo para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças da escola pública brasileira, garantindo maiores oportunidades de sucesso escolar nos anos posteriores, evitando a repetência e a evasão. Isso representará, sem dúvida, um salto na qualidade da aprendizagem.
3. A docência
A docência consiste em ação educativa e processo pedagógico metódico e intencional, construído em relações sociais, étnico-raciais e produtivas, as quais influenciam conceitos, princípios e objetivos da Pedagogia, desenvolvendo-se na articulação entre conhecimentos científicos e culturais, valores éticos e estéticos inerentes a processos de aprendizagem, de socialização e de construção do conhecimento, no âmbito do diálogo entre diferentes visões de mundo.
As atividades dos docentes também envolvem participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando: planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares.
4. O curso de pedagogia
 O curso de Pedagogia, por meio de estudos teórico-práticos, investigação e reflexão crítica, propiciam: o planejamento, execução e avaliação de atividades educativas; a aplicação ao campo da educação, de contribuições, entre outras, de conhecimentos como o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico, o psicológico, o lingüístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural.
Os princípios que fundamentam o exercício dessa profissão são os de interdisciplinaridade, contextualização, democratização, pertinência e relevância social, ética e sensibilidade afetiva.
Para a formação do licenciado em Pedagogia é necessário o conhecimento da escola como organização complexa que tem a função de promover a educação para e na cidadania; a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de interesse da área educacional; a participação na gestão de processos educativos e na organização e funcionamento de sistemas e instituições de ensino.

5. O Estágio Supervisionado

O Estágio Curricular foi criado pela Lei 6.494, de 7 de dezembro de 1977 e regulamentado pelo Decreto 87.497, de 18 de agosto de 1982, que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de 2º grau regular e supletivo. É considerado estágio curricular, para efeitos do referido Decreto, as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio, sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e coordenação da Instituição de ensino.
Os Estágios Curriculares Supervisionados são regidos pelas seguintes legislações:
-Lei nº 9.394/96, de 20/12/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional;
-Resolução CNE/CP nº 01 de 15/05/06 que determina os rumos e metas a serem desenvolvidas durante o estágio.
-Disposições do Parecer CNE/CP nº 3, de 21 de fevereiro de 2006, homologado em 10/04/06 publicado no D.O.U. 11/04/06, Artigo 4º, que determina as atividades que os futuros pedagogos poderão exercer.
-Resolução CNE/CP nº 02 de 19/02/2002 (D.O.U. 04/03/02) que institui a duração e a carga horária do curso de licenciatura, de graduação plena de formação de professores da Educação Básica em nível superior.

O Estágio Curricular faz parte do processo de formação profissional do acadêmico do curso superior, permitindo-lhe a presença participativa em ambientes afins à habilitação pleiteada e deve ocorrer em atividades da respectiva área de atuação profissional, sob a responsabilidade dos cursos e de professores competentes das áreas específicas.

Em função do caráter formador, que favorece a relação entre teoria e prática social, o Estágio Supervisionado é disciplina obrigatória e deve ser planejada de acordo com o projeto pedagógico do curso.
A consolidação das normas de estágio para o curso de Pedagogia segue as orientações da Lei 9394/96, LDB, artigo 82, que diz: “Os Sistemas de Ensino Estabelecerão as normas para realização dos estágios dos alunos regularmente matriculados no ensino médio ou superior de sua jurisdição”.

AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS
  • Escolher uma instituição de ensino, se apresentar a mesma e, de acordo com a direção/ coordenação da mesma, eleger uma sala de aula e acompanhar a sua rotina diária;
  • Conhecer o espaço físico da escola;
  • Observar a rotina diária dos funcionários;
·         Analisar o perfil educacional, profissional, econômico, social, cultural dos professores;
·         Analisar Perfil educacional, profissional, econômico, social, cultural dos alunos;
·         Observar caracterização da sala de aula;
  • Observar a interação entre professor/aluno, aluno/professor, aluno/aluno;
  • Observar a prática pedagógica da docente;
  • Auxiliar o (a) professor(a) em sala de aula com as seguintes atividades pedagógicas:
-Planejamento: aulas, exercícios de verificação;
-Explicação e auxilio das atividades aos alunos;
-Acompanhamento ao refeitório e parque;
-Organização: trabalhos em grupos, recursos;
-Correção de provas e trabalhos;
-Atendimento aos alunos;
-Outros, se necessário;
·         Notar produções realizadas pela professora com a turma;
  • Conhecer o processo de planejamento da docente;
·         Avaliar o planejamento do curso e da unidade;
·         Participação do desenvolvimento das atividades, problemas e soluções;
·         Avaliação da aprendizagem dos alunos;
·         Avaliação do trabalho docente e avaliação institucional;
·         Participação das atividades extracurriculares, projetos;
·        Verificar como são usados os materiais didáticos, tecnologias e técnicas de ensino – produção, aplicação pelo professor, resultados;
·        Elaborar um relatório final.



CRONOGRAMA DE VISITAS


Data


Atividade


Carga Horária

04/04/ 11
Apresentação da proposta do estagio 2.
04h

13/04/ 11

Observação da estrutura física da escola, mas específico da sala de aula.
04h

15/04/ 11
Observação da postura do professor (como se porta com os alunos, vocabulário...)

04h

20/04/ 11
Apresentação na escola e conhecer o espaço físico
04h
22/04/ 11
Apresentação na sala de aula e observação em sala de aula
04h

27/04/ 11
Identificar abordagens e concepções pedagógicas do professo ( tipo de aula, recursos, atividades...)
04h
29/04/ 11
Condução didática da alua (valorização dos saberes e opiniões dos alunos
04h
04/05/ 11
Interesse e participação dos alunos durante as aluas.
04h

06/05/ 11
Percepção sobre a relação professor-aluno
04h

11/05/ 11
Contextualização dos conteúdos com a realidade do aluno

04h

13/05/ 11
Pesquisa com a coordenação do histórico da escola (fundação, nome, origem...)

04h

18/05/ 11
Estudo do projeto político pedagógico da escola (PPP)

04h
20/05/ 11
Estudo do projeto político pedagógico da escola (PPP)

04h
25/05/ 11

Estudo da Grade curricular do Ensino Fundamental de 9 anos
04h
01/06/ 11

Analisar o plano de aula e de curso

04h
3/06/11
Oficinas pedagógicas com alunos – planejamento, desenvolvimento e avaliação
04h
06/06/11
Apoio a docente e encerramento.
04h
Total de Horas
60 horas


RESULTADOS ESPERADOS
Após o estagio, espero obter uma compreensão de como funciona o espaço escolar , bem como a atuação de um professor em sala de aula, pois de fato observando o dia a dia de uma docente, conseguirei obter experiências de como lidar com as várias personalidades dos alunos, conhecimento da realidade de cada aluno, das dificuldades do fazer pedagógico, como também, o prazer e o amor da pratica pedagógica de uma docente e, por certo, essas experiências vivenciadas como estagiaria/auxiliar docente junto com os conhecimentos teóricos faculdade, contribuirá para o enriquecimento e a otimização quando na atuação docente

REFERÊNCIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. . Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa /Secretaria de Educação Fundamental, 1997.

CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: leitura crítico-compreensivo artigo a artigo . 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2002. 213 p. ISBN 8532619665 (broch.).

CURRÍCULO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA DA UFBA: aprovado pelo Parecer 1017 de 11/11/08 da Câmara de Graduação da UFBA, p. 19, 2009.
FREIRE, Paulo. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA: saberes necessários a prática educativa. 12. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. 165 p. (Leitura) ISBN 8521902433 (broch.)
PIMENTA, Selma Garrido. O ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: unidade teoria e prática. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 1997. p. 21 – 80.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL. Acessado em: 21 de abril de 2011. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm.
SANTOS, Ana Katia Alves dos. Alfabetização para a infância: perspectivas contemporâneas. Salvador, BA: EDUFBA, 2010. 144 p. (Coleção PIBID Pedagogia - UFBA ; 1) ISBN 9788523207410 (broch.).
TARDIF, Maurice. SABERES DOCENTES E FORMAÇÃO PROFISSIONAL. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 325p. ISBN 8532626688 (broch.).